Mesquita sugere organização de feiras para reduzir acidentes nas bermas das estradas
Carlos Mesquita desafiou, esta quinta-feira, dia 08 de Fevereiro de 2024, os arquitectos e a Administração Nacional de Estradas a conceber feiras de diversos produtos ao longo das Estradas Nacionais, de modo a reduzir acidentes originados pelo comércio informal nas bermas das vias. O Ministro das Obras Públicas falava durante a abertura do primeiro Congresso da Ordem dos Arquitectos de Moçambique.
As construções
desordenadas são um dos grandes problemas quando se fala em habitação em
Moçambique. Pela primeira vez, o ministro das Obras Públicas admitiu haver
fragilidades no parcelamento de terras no país que, segundo disse, é feito “sem
provisão de espaços para as redes de infra-estruturas de energia, abastecimento
de água, drenagens de águas pluviais” e, com isso, muitas vezes “o saneamento fica esquecido”, situação
que, de acordo com o dirigente, “não pode
continuar assim”.
Outro ponto levantado
por Carlos Mesquita é o dos acidentes que acontecem nas bermas das estradas
Nacionais, cuja solução diz estar nas mãos da Ordem e da Administração Nacional
de Estradas.
“Gostaria de desafiar a Ordem dos Arquitectos para que, em coordenação
com a ANE, visse qual poderia ser o seu papel na concepção de feiras de
comercialização de diversos produtos disponíveis nas bermas das nossas estradas”,
apelou o ministro, acrescentando que o comércio informal periga vidas de “ (…)
Crianças, mães com bebés às costas, adultos que vão para um lado e, muitas
vezes, são colhidos pelas viaturas e nós temos acidentes mortais porque não
fazemos o devido planeamento das nossas infra-estruturas”.
O desafio de Mesquita
foi bem recebido pelos arquitectos, que
entendem não haver dúvidas de que se deve “ordenar,
sobretudo a mobilidade. As principais vias de circulação devem ser preparadas e
o comércio informal nas estradas deve ser projectado com as infra-estruturas
necessárias”, declarou o bastonário da ordem, Luís Lage.
No evento, a Fundação
para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) decidiu homenagear, a título
póstumo, o primeiro bastonário da Ordem dos Arquitectos e também membro fundador
da FDC, Júlio Carrilho.
“Viemos com a ideia de institucionalizar um prémio, Júlio Carrilho, que
vai contribuir para que em cada ano, quando forem avaliados os melhores
trabalhos de arquitectura, se fale de Carilho”, explicou Graça Machel,
patrona da FDC.
O primeiro Congresso da Ordem dos Arquitectos de Moçambique, que debatia, entre outros temas, as soluções ao problema das construções desordenadas no país, decorreu na Cidade de Maputo até ao dia 09 de Fevereiro de 2024, com a presença de arquitectos, membros da família Carrilho e distintos convidados, como o embaixador da Itália em Moçambique. (Fonte: O País)
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